quarta-feira, 24 de setembro de 2008

BRASIL e PLC na conexão à internet em rede elétrica

As conexões de computadores em rede por meio de cabos e via wireless são bem conhecidas e discutidas atualmente. No entanto, há uma “nova” alternativa, o PLC (Power Line Communication).O PLC é estudado no Brasil desde 2001 que utiliza a infra-estrutura dos fios de rede elétrica para trafegar sinais de telecomunicações.



Como a freqüência desses sinais é da ordem de MHz, e a energia elétrica trafega na faixa de Hz, os dois sinais podem conviver no mesmo meio físico, portanto, esta tecnologia não depende que exista energia elétrica, somente o meio físico.
O PLC usa uma faixa de freqüência menor para a realização da gestão da rede de energia elétrica, como medição remota, automação, corte-religa, entre outros. Para o usuário se conectar a esta faixa, precisará de um módulo de PLC conectado na tomada e no computador.



O PLC na Europa, também conhecido como “HomePlug” nos Estados Unidos, também pode ser utilizado para conectar desktops, equipamentos de som e outros eletroeletrônicos em rede.



Os módulos PLC prevêem estabelecer a conexão com cabos USB e Ethernet na conexão e configuração automática. O processo é o semelhante ao da criação de uma rede por meio de energia elétrica por wireless.

As incertezas na tecnologia do PLC, como os componentes relacionados com a eficiência do acoplador que realiza o ‘bypass’ do transformador (transportando o sinal de internet diretamente, enquanto a energia passa por indução de média para baixa tensão), o seu preço, e a falta de uma definição do IEEE (organização mundial de define padrões de conectividade) sobre a tecnologia apontando especificações sobre a camada física e o ‘medium access control’ para tal funcionar com freqüência abaixo de 100 MHz, que promete velocidade de 2 GB/s em situações de pico, afetam na evolução e implantação deste sistema de compartilhamento de internet banda larga via rede elétrica.

Conexão legal à internet via rede elétrica
O uso da rede elétrica para a oferta de banda larga está mais próximo de se tornar realidade no Brasil, já que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) colocou em consulta pública as regras para a implementação do serviço.

Visto que a falta de uma definição na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) sobre a freqüência que poderá ser usada no Brasil sem interferir em outras, como de rádio-amadores ou zonas de comunicação exclusivas das Forças Armadas.

A conexão à internet por meio de rede elétrica ainda não está disponível no País e tem sido testada por empresas como Eletropaulo Telecom, em São Paulo, Light no Rio de Janeiro, Copel no Paraná e Celg (Companhia Energética de Goiás), sem previsão de conclusão.

Com relação ao custo, acredita-se que o serviço de acesso à internet será compatível com as tecnologias existentes, e concorre com as conexões em banda larga por cabo, ADSL e Wi-Fi.

Novo cenário para as telecomunicações

A chegada da internet banda larga pela rede elétrica utilizando os chamandos PLCs, traz para o mercado as redes A2A e cria um novo cenário de telecomunicações no Brasil.

As concessionárias de energia criaram subsidiárias de telecomunicações, investindo milhões para passar um backbone de cabos de fibra ótica de centenas de quilômetros por boa parte de seus estados de atuação, sejam eles Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro ou São Paulo.

O fato é que ao fazer isso, essas companhias criaram a base de uma rede multisserviço apoiada em duas infra-estruturas (elétrica e ótica) que podem transportar ofertas como acesso à internet em banda larga, mas também serviços de telefonia, vigilância de segurança, telemedicina, IPTV e outros. Rede que será acessível pelos mais diversos equipamentos, sejam computadores, câmeras ou outros gadgets que precisarão apenas ser conectados na tomada.

E o PLC é a ponta-de-lança desse movimento. Tanto que as companhias de energia elétrica no Brasil estão inaugurando novos projetos da tecnologia que começou a ser investigada em 1999.

Companhias adeptas a banda larga pela rede elétrica

A Copel (Companhia de Energia Elétrica do Paraná), é uma das concessionárias que já tem um piloto em PLC, que está operacional até o final de 2007, atendendo a 300 consumidores curitibanos.

A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) estuda o uso de PLC para que a sua subsidiária de televisão a cabo Way TV transmita o sinal televisivo pela rede de energia já no início de 2008.

A Celg (Companhia Energética de Goiás), garantia que a oferta comercial para clientes corporativos e consumidores finais disponibilizada até meados de 2008.

*Fontes:
http://idgnow.uol.com.br/telecom/2006/11/03
http://computerworld.uol.com.br/telecomunicacoes

domingo, 7 de setembro de 2008

MRAM - Memória não volátil

MRAM (Magneto-resistive Random Access Memory) é uma memória de computador não-volátil de alta densidade baseados na tecnologia magneto-resistiva.



O desenvolvimento se baseia em uma nova célula de memória que reduz pela metade o consumo de energia durante o processo de escrita de dados, uma nova arquitetura com características de alta velocidade e excelente desempenho.
As empresas Nec e Toshiba conseguiram reduzir o consumo de energia criando um novo formato para a junção de tunelamento magnético que armazena a informação. Ao invés de ser retangular, a nova junção possui saliências laterais em arco no centro. A corrente necessária para a escrita foi reduzida, além de proporcionar a redução no número de erros de escrita, mesmo se houver flutuações nas características de chaveamento de cada célula. Estas empresas anunciaram também que esperam desenvolver todos os processos técnicos para produção em escala industrial da nova memória não volátil ainda em 2005.



Propostas básicas para as estruturas das MRAM:
- NA primeira proposta, acopla cada célula a um transistor, o que melhora o tempo de leitura, mas aumenta o tamanho da célula.
- Na segunda proposta, chamada de estrutura de ponto cruzado, o transistor é retirado de cada célula individual, o que reduz o tamanho da célula, mas aumenta o tempo de leitura e o número de erros, devido à geração de correntes de fuga, que se dirigem para células não desejadas.


A nova MRAM utiliza uma estrutura de ponto cruzado na qual um transistor controla quatro células. Com isto as células têm o mesmo tamanho que as células das memórias DRAM convencionais, e o tempo de leitura ficou em torno de 250ns, quatro vezes mais rápido do que as MRAM com a estrutura convencional.


A Freescale Semiconductor anunciou em 2007 a fabricação comercial da produção em escala do primeiro chip MRAM (Magnetoresistive Random Access Memory) do mercado. A nova memória, de 4 Mb (Megabits) utiliza atração magnética para reter os dados, e combina a maior velocidade com a economia em preço das memórias RAM.


Ela combina a maior velocidade e a economia em preço das memórias RAM (que fazem gravações por sinais elétricos), que gravam dados apenas temporariamente, à capacidade de reter informações mesmo depois que a fonte de energia é desligada das memórias Flash (que fazem gravações por sinais magnéticos).

Os novos chips poderiam, por exemplo, ser usados para fazer processo de inicialização instantânea do computador, segundo Andreas Wild, diretor de tecnologia da Freescale para Europa, Oriente Médio e África. A tecnologia substituiria a memória ativa usada hoje para acelerar o processo.

A MRAM também poderia substituir outros tipos de memória, como a Flash e a EEPROM (Electrically Erasable Programmable ROM), que sofrem de um problema de limitação de duração.

Estas tecnologias utilizam um componente no chip que agüenta um número limitado de reprogramações, segundo o executivo. A MRAM não traz o mesmo problema de dano por uso e pode suportar um número ilimitado de reprogramações.

*Fontes:
http://www.guiadohardware.net/termos/mram
http://www.domaintec.com/a3pmram.html
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010110041216
http://www-als.lbl.gov/als/workshops/scidirecthtml/4Magnetic/magnetic.html

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

II Boot em Santa Catarina (Xanxerê)



"Mês do Java no Brasil"
A partir de 10 de setembro até 30 de setembro, o Brasil irá receber várias conferências Java em 14 cidades diferentes. Evento este de abrangência nacional e internacional.

Acontecerá nos dias 25, 26 e 27 de setembro de 2008 o II Boot em Xanxerê/SC organizado pela UNOESC campus de Xanxerê.



Assuntos abordados:
- Floggy JME,
- Futuro Java,
- JavaFX,
- Ruby/Rails e Java,
- ...etc.

Participantes:
- Thiago L. Moreira
- Bruno P. F. de Souza (Javaman),
- Peter Karlson,
- Carol MacDonald,
- Fábio Akita,
- Robison C. Brito



Não Perca tempo, faça sua inscrição no portal da UNOESC campus de Xanxerê.

*Fontes:
http://bootxanxere.blogspot.com/
http://www.unoescxxe.edu.br/unoesc/cursos/desc_cursosextensao.php?cod_curso=384