domingo, 23 de março de 2008
Microondas poderão substituir fios no interior dos chips!
Agora que as tecnologias sem fios - ou "wireless", como preferem os mais afeitos aos termos em inglês - já se disseminaram no mundo da informática, os pesquisadores começaram a se perguntar: se a comunicação sem fios funciona em macro-escala, porque não utilizá-la para substituir os minúsculos fios que fazem as interligações no interior dos chips?
A fotônica está trabalhando e avançando rapidamente na eliminação dessa fiação, o que poderá representar um salto na velocidade de funcionamento dos microprocessadores. Mas a idéia do físico Alain Nogaret, da Universidade de Bath, Inglaterra, é um pouco diferente. Ao invés de utilizar fótons, ele propõe um enfoque mais conservador, mas que poderá ser mais fácil de implementar.
É claro que ninguém pensa em utilizar equipamentos WiFi no interior de chips, já que esses equipamentos são eles próprios fabricados com chips tradicionais, que utilizam fios em seu interior. A proposta é utilizar microondas em escala nanométrica, que seria utilizada para transmitir os sinais entre as diversas partes do chip. O segredo está na produção das microondas em escala tão minúscula.
O Dr. Nogaret acredita que essa energia poderá ser gerada disparando-se elétrons em campos magnéticos produzidos em componentes com poucos átomos de espessura - componentes criados na forma de sanduíches de semicondutores e magnetos. Ele propôs essa idéia no ano passado. E o impacto da teoria foi tão positivo que atraiu a atenção de seus colegas de outras universidades e da indústria.
O que ele propõe, um processo batizado de ressonância inversa do spin do elétron, utiliza um campo magnético para desviar elétrons, modificando sua orientação magnética. Isso cria oscilações que fazem com que os elétrons produzam microondas. Essas microondas poderão então ser utilizadas para se transmitir os sinais elétricos através do espaço, eliminando a "lentidão" representada pela resistência natural dos fios.
"O trabalho poderá ser muito importante para a criação de computadores mais poderosos e mais rápidos," diz o Dr. Nogaret, referindo-se a um consórcio agora formado, envolvendo várias universidades, e que tentará viabilizar a produção dos primeiros chips com a nova tecnologia. Segundo ele, se a pesquisa tiver êxito, isso poderá representar um aumento de 500 vezes na velocidade dos microprocessadores atuais.
"Esta pesquisa também poderá aumentar a precisão e a velocidade dos equipamentos de diagnóstico médico, capturando dados dos sensores de monitoramento. Os emissores de microondas são pequenos o suficiente para serem integrados em sensores biológicos portáteis, que capturem informações sobre processos biológicos que apresentem falhas," diz o cientista.
Além da velocidade, chips que utilizem microondas para sua comunicação interna também poderão ser mais robustos: ao invés de deixar de funcionar com o rompimento de um único fio, os microprocessadores poderão ser capazes de fazer um roteamento dos sinais quando uma de suas conexões falhar, simplesmente por meio da alteração da transmissão dos sinais.
O impacto maior dessa flexibilidade poderá ser sentida no processo de fabricação dos chips. Hoje, uma fábrica de microprocessadores custa vários bilhões de dólares, principalmente devido à necessidade de se construir ambientes limpos, já que um único grão invisível de poeira poderia danificar os chips.
Na nova arquitetura, os cientistas calculam que um processador poderia continuar funcionando normalmente mesmo se até 5% de seus circuitos apresentassem defeito. Com uma tolerância assim, espera-se que esses chips do futuro sejam mais baratos para se fabricar.
Os cientistas esperam ter os primeiros protótipos funcionando em cerca de três anos.
*Materia retirada do Site: "Inovação Tecnológica", da redação27/06/2006.
Troca de informações por luz em um único chip!
Cientistas da IBM anunciaram o desenvolvimento de uma tecnologia óptica que, quando totalmente aprimorada, permitirá a utilização de luz, ao invés de fios de cobre, para a troca de informações entre os diversos processadores que hoje formam os supercomputadores.
Supercomputadores portáteis
O resultado deverá ser supercomputadores com a mesma capacidade dos atuais, mas do tamanho de um notebook. A utilização de luz para a troca de informações digitais resolve um dos grandes problemas da microeletrônica atual: a excessiva geração de calor pelos chips, uma energia desperdiçada e uma das principais responsáveis pelo fato de que um supercomputador atual gasta energia suficiente para abastecer centenas de residências.
Modulador eletro-óptico
O avanço consistiu na miniaturização de um dispositivo chamado modulador eletro-óptico de Mach-Zehnder, que é capaz de converter sinais elétricos em pulsos de luz. O novo modulador é 100 vezes menor do que os anteriormente demonstrados, abrindo caminho para que eles possam ser integrados no interior dos chips.
Além de reduzir os custos de fabricação e fazer com que os microprocessadores consumam menos energia, a utilização de pulsos de luz aumenta em mais de 100 vezes a largura de banda disponível para que os diversos núcleos troquem informações entre si, e diminui o consumo de energia em 10 vezes.
Supercomputadores em um chip
Alguns grupos de pesquisas já tiveram sucesso no desenvolvimento experimental de novas arquiteturas de microprocessadores - é o caso dos "supercomputadores em um chip" TRIPS e MONARCH. A indústria já produz comercialmente chips com até nove núcleos, como é o caso do processador Cell, da própria IBM, que equipa o console de jogos Playstation.
Mas os engenheiros sabem que a aglutinação de novos "cores" em um mesmo processador precisa de uma nova tecnologia para a troca de dados. "O trabalho está acelerado na IBM e na indústria para aglutinar muitos mais núcleos de computação em um único chip, mas a tecnologia atual de comunicação no interior dos chips irá superaquecer e se tornar muito mais lenta para lidar com o aumento na carga de processamento," afirma o Dr. T.C. Chen, da IBM.
Convertendo sinais digitais elétricos em pulsos de luz
Um modulador óptico converte os sinais digitais elétricos, transportados pelos minúsculos fios construídos no interior dos chips, em uma série de pulsos de luz, que são "transportados" por um dispositivo chamado guia de ondas.
Primeiro, um feixe de raios laser é enviado para o modulador óptico, que funciona como um "obturador" extremamente rápido e que controla se o laser será bloqueado ou transmitido para o guia de ondas. Quando um pulso elétrico digital chega do núcleo do processador no modulador, o obturador permite a passagem de um curto pulso de luz, que vai atingir a saída óptica. Desta forma, o componente modula a intensidade do laser de entrada, convertendo uma fileira de bits digitais (0s e 1s) de sinais elétricos em pulsos de luz.
* Materia retirada do Site: "Inovação Tecnológica", da redação07/12/2007.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Motores de vento iônico farão resfriamento de chips!
Saem os coolers, ventiladores e dissipadores e entram os motores de vento iônico, uma nova tecnologia que acaba de ser descoberta, com o potencial para resfriar dramaticamente os chips de computador e permitir uma nova onda de miniaturização e elevação dos seus clocks de funcionamento.
Resfriamento de chips
A nova tecnologia, desenvolvida por cientistas da Universidade Purdue, Estados Unidos, financiados pela Intel, aumenta o coeficiente de transferência de calor dos microprocessadores em até 250%. É esse coeficiente de transferência de calor que determina a taxa com que o chip se resfria.
"Outras abordagens experimentais de melhoria do resfriamento podem lhe dar no máximo melhorias de 40 a 50 por cento," diz o professor Suresh Garimella. Uma ampliação de 250% é realmente um incremento radical.
Quando utilizado em combinação com os dissipadores e coolers convencionais, o motor de vento iônico - que ainda está em estágio experimental - melhora sua eficiência ao aumentar o fluxo de ar que passa sobre a superfície do microprocessador.
Isso torna a tecnologia mais interessante tanto para os computadores portáteis - os notebooks ou laptops - quanto para os computadores de mesa, que estão apresentando uma tendência ao encolhimento dos seus gabinetes. Mas até mesmo os palm-tops e telefones celulares poderão ser beneficiados.
Motor de vento iônico
O motor de vento iônico, que não tem partes móveis, funciona gerando íons - átomos carregados eletricamente - a partir de eletrodos construídos muito próximos uns aos outros. O dispositivo foi construído diretamente sobre a superfície de um chip experimental.
O equipamento contém um anodo - um fio com carga positiva - e vários catodos - fios carregados negativamente. O anodo foi posicionado cerca de 10 milímetros acima dos catodos. Quando uma corrente elétrica passa através do dispositivo, os catodos, ou eletrodos negativos, disparam elétrons à distância, rumo ao anodo, carregado positivamente.
No caminho, os elétrons colidem com as moléculas de ar, produzindo íons carregados positivamente, que são então atraídos de volta para os eletrodos negativos, criando um vento iônico. É essa "brisa iônica" que aumenta o fluxo de ar sobre a superfície do chip experimental, melhorando a eficiência do sistema de resfriamento.
Coolers e dissipadores
Os sistemas de resfriamento a ar são limitados por em efeito físico chamado no-slip (anti-derrapante) - à medida em que o ar flui sobre um objeto, as moléculas mais próximas à superfície permancem estacionárias. Quanto mais longe da superfície, mais rapidamente as moléculas se movem seguindo o fluxo de ar.
Esse fenômeno é um empecilho ao resfriamento porque ele restringe o fluxo de ar justamente onde ele é mais necessário, exatamente sobre a superfície quente do chip.
A tecnologia do motor de vento iônico potencialmente resolve esse problema, porque o fluxo de vento iônico acontece exatamente na superfície, onde o fluxo de ar trazido pelos coolers é menos eficaz.
* Materia retirada do Site "Inovação Tecnologica", da redação 15/08/2007.
quarta-feira, 19 de março de 2008
Processadores auto-refrigerados!
A empresa emergente Thorrn Micro Technologies apresentou um sistema para resfriamento de chips que não tem partes móveis e que produz vento suficiente para resfriar um laptop inteiro.
Cooler de estado sólido
O exaustor de estado sólido produz uma corrente de ar três vezes maior do que um "cooler" mecânico típico, mesmo tendo apenas um quarto do tamanho. Como não possui partes móveis, o dispositivo é silencioso, ultra-fino, apresenta baixíssimo consumo de energia e praticamente não requer manutenção.
Batizado de RSD5, o cooler de estado sólido é formado por uma série de fios que produzem plasma em micro-escala - plasma é um gás ionizado que possui elétrons livres suficientes para transmitir eletricidade.
Os fios ficam no interior de superfícies meia-cana - equivalentes a um cano cortado na longitudinal. Uma placa não carregada eletricamente é posta sobre o conjunto, funcionando como uma espécie de tampa.
Quando os fios são submetidos a uma corrente elétrica, os íons do plasma resultante empurram as moléculas de ar do fio para a placa, gerando o vento. O fenômeno é chamado de vento corona.
Refrigeração miniaturizada
O projeto da superfície curva permitiu o controle das descargas em micro-escala até o nível de produção máxima de vento sem o risco de formação de arcos elétricos. O resultado é uma corrente de ar de 2,4 metros por segundo. O maiores coolers mecânicos produzem fluxos de ar entre 0,7 e 1,7 metros por segundo.
"A tecnologia tem potência para resfriar um chip de 25 watts utilizando um dispositivo de menos de 1 centímetro cúbico e um dia poderá ser integrada no silício para se produzir chips auto-refrigerados," diz Dan Schlitz, um dos criadores do exaustor de estado sólido.
Este lançamento comercial é resultado da pesquisa sobre motores de vento iônico mostrada na reportagem Motores de vento iônico farão resfriamento de chips, publicada em meados de 2007.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Internet via rede elétrica!
A FCC (Federal Communications Commission), órgão do governo norte-americano responsável pela regulamentação das telecomunicações naquele país, colocou em consulta pública a normatização do serviço de Internet em banda larga utilizando a rede elétrica. A tecnologia para utilização de redes de distribuição de energia elétrica já vem sendo pesquisada por vários grupos de pesquisa ao redor mundo e pode ser considerada pronta para implantação em larga escala. Será mais uma opção para usuários domésticos e empresas terem acesso a serviços de banda larga, não apenas para acesso à Internet, mas também para a implantação de redes, serviços de multimídia e teleconferências.
O principal objetivo da normatização que está sendo proposta é o provimento de mais uma alternativa para o que os americanos chamam de "last-mile" (última milha), a parte final da malha de distribuição dos serviços, aquela que chega até a residência ou ao escritório. Esta é a porção mais cara do serviço, devido aos custos de infraestrutura e instalação. Desta forma, "back-bones" de fibra ótica poderiam distribuir os serviços, funcionando como grandes avenidas ao longo das cidades, enquanto que a rede elétrica faria o papel das pequenas ruas, retirando o tráfego da avenida e fazendo o serviço chegar até o local de trabalho do usuário, seja em sua casa, seja em seu escritório.
A implantação do serviço via rede elétrica deverá impactar diretamente o serviço DSL ("Digital Line Subscriber"), hoje oferecido por redes de TV a cabo e através de modens a cabo que utilizam linhas telefônicas. Mas certamente trará grandes vantagens para quem mora em áreas rurais, não servidas por estes serviços. Outra grande vantagem do novo sistema será sentido pelas empresas de energia, que terão um meio barato e efetivo de monitorarem e gerenciarem efetivamente suas redes de distribuição de eletricidade.
A proposta da FCC engloba dois tipos de serviço: acesso e interno ("in-house").
O serviço de acesso utiliza as redes de média voltagem, entre 1.000 e 4.000 volts para levar a Internet e outros serviços de banda larga até o usuário final.
O serviço interno utiliza a fiação interna das residências e escritórios, de baixa voltagem, para conectar computadores, impressoras e todos os demais periféricos ligados à informática, além de controladores específicos, seja de eletrodomésticos, seja de gerenciamento de funções da casa ou edifício.
A FCC ressalta que as regras existentes para o sistemas de portadoras, que modulam ondas de rádio na corrente alternada disponível na fiação elétrica, transmitindo dados ou voz, tem tido sucesso. Entretanto, esses sistemas de portadora têm operado com capacidade de comunicações relativamente limitada, em freqüências abaixo de 2 MHz, sobre uma estreita faixa do espectro. Agora, a disponibilidade de microprocessadores mais rápidos e o desenvolvimento de técnicas de modulação mais sofisticadas permitiram a criação de novas especificações de potência para linhas digitais que utilizam múltiplas portadoras, utilizam uma ampla faixa de freqüência (entre 2 e 80 MHz) e operam com altas taxas de transferência.
A consulta pública visa obter informações, comentários e dados técnicos referentes a:
- potenciais efeitos de interferência sobre o espectro de freqüência já autorizado para usuários de outros serviços;
- resultados de testes de experimentos práticos com a tecnologia;
- procedimentos de medição apropriados para testar características de emissão para todos os tipos de sistemas de portadoras atuais;
- alterações eventualmente necessárias em outros normativos, inclusive sobre o desenvolvimento de outros equipamentos, para permitir a implantação do novo serviço sem causar interferência sobre outros já implantados ou a implantar.
*Materia retirada do site:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010150030428
Internet via rede elétrica!
A FCC (Federal Communications Commission), órgão do governo norte-americano responsável pela regulamentação das telecomunicações naquele país, colocou em consulta pública a normatização do serviço de Internet em banda larga utilizando a rede elétrica. A tecnologia para utilização de redes de distribuição de energia elétrica já vem sendo pesquisada por vários grupos de pesquisa ao redor mundo e pode ser considerada pronta para implantação em larga escala. Será mais uma opção para usuários domésticos e empresas terem acesso a serviços de banda larga, não apenas para acesso à Internet, mas também para a implantação de redes, serviços de multimídia e teleconferências.
O principal objetivo da normatização que está sendo proposta é o provimento de mais uma alternativa para o que os americanos chamam de “last-mile” (última milha), a parte final da malha de distribuição dos serviços, aquela que chega até a residência ou ao escritório. Esta é a porção mais cara do serviço, devido aos custos de infraestrutura e instalação. Desta forma, “back-bones” de fibra ótica poderiam distribuir os serviços, funcionando como grandes avenidas ao longo das cidades, enquanto que a rede elétrica faria o papel das pequenas ruas, retirando o tráfego da avenida e fazendo o serviço chegar até o local de trabalho do usuário, seja em sua casa, seja em seu escritório.
A implantação do serviço via rede elétrica deverá impactar diretamente o serviço DSL (”Digital Line Subscriber”), hoje oferecido por redes de TV a cabo e através de modens a cabo que utilizam linhas telefônicas. Mas certamente trará grandes vantagens para quem mora em áreas rurais, não servidas por estes serviços. Outra grande vantagem do novo sistema será sentido pelas empresas de energia, que terão um meio barato e efetivo de monitorarem e gerenciarem efetivamente suas redes de distribuição de eletricidade.
A proposta da FCC engloba dois tipos de serviço: acesso e interno (”in-house”).
O serviço de acesso utiliza as redes de média voltagem, entre 1.000 e 4.000 volts para levar a Internet e outros serviços de banda larga até o usuário final.
*Materia de Roberto, em março de 2008 - PCSaudável.
Na rede elétríca terá telefonia, internet e TV por assinatura!
domingo, 16 de março de 2008
Evolução do Processador
1971: Microprocessador 4004
O 4004 foi o primeiro microprocessador da Intel. Esta invenção revolucionáriadeu um novo poder à calculadora da Busicom e abriu o caminho para o embutimento de inteligência em objectos inanimados, bem como nos computadores pessoais.
1972: Microprocessador 8008
O 8008 era duas vezes mais poderoso que o 4004. De acordo com a revista Radio Electronics, Don Lancaster - um grande aficionado dos computadores - usou o 8008 para criar um predecessor do primeiro computador pessoal, um aparelho chamado pela revista de «TV tipewriter». Era usado apenas como terminal de escrita.
1974: Microprocessador 8080
O 8080 tornou-se no cérebro do primeiro computsdor pessoal - o Altair, alegadamente chamado assim devido a destino da um Starship Enterprise num episódio da série de televisão Star Trek. Aficionados dos computadores podiam comprar um kit para o Altair por $US 395. Em apenas alguns meses vendeu dezenas de milhar, causando a primeira quebra de mercado na história dos computadores.
1978: Microprocessador 8086-8088
O 8086 foi esquecido para o primeiro PC, mas ainda foi usado mais tarde em alguns computadores. Era um verdadeiro processador de 16 bits e comunicava com as placas por uma ligação de dados de 16 vias. Mas em 1979 a venda à nova divisão de computaores pessoais da IBM fez do 8088 o cérebro do novissimo exito da IBM - o IBM PC. O sucesso do 8088 introduziu a Intel nas listas da Fortune 500, e companhia ainda foi nomeada como "Triunfos Empresariais dos Anos Setenta". Era um processador de 16 bits, mas comunicava com as placas apenas por uma ligação de 8 bits. Trabalhava a uma estonteante velociade de 4 MHz e inha a fantastica capacidade de memoria de 1MB de RAM.
1980: Microprocessador 80186
O «80186» foi um chip muito popular. Muitas versões foram desenvolvidas na sua historia. O cliente podia escolhar entre CHMOS e HMOS, versões de 8 bits e 16 bits dependendo do que quisesse comprar. Um chip CHMOS podia trabalhar ao dobro da velociade do relogio e a um quarto da gasto de energia do chip HMOS. Em 1980, a Intel lançou a familia «Enhanced 186». Todos eles partilhavam um mesmo desenho do nucleo. Tinham um nucleo de 1 micron e trabalhavam a cerca de 5MHz e a 3 volts.Para mais informação sobre o processador 186 :
Intel 186 Microprocessors
186 High-Integration 16-bit Processor Datasheet
1982: Microprocessador 80286
Mais conhecido por 286, foi o primeiro processador que executava todo o sotfware escrito para o seu predecessor. Esta compatibilidade de software continua a ser uma tradição na familia de processadores da Intel. Em apenas 6 anos após o lançamento, estima-se que se compraram cerca de 15 milhões de computadores pessoais baseados no 286 em todo o mundo.Era um processar a 16 bits capaz de endereçar memoria até 16MB de RAM. E era também capaz de trabalhar com memoria virtual. O 286 foi o primeiro processador "real". Foi também com ele que se introduziu o conceito de protection mode. Isto é a habilidade de ter multitarefas, ie, ter diferentes programas a correr em separado mas ao mesmo tempo. Esta nova habilidade não foi aproveitada pelo DOS, mas felizmente modernos Sistemas Operativos como o Win 9x e Unix tiram bastante partido desta qualidade. Este chip foi udaso pela IBM no seu PC AT. Trabalhava a cerca de 6MHz, e modelos posteriores conseguiram trabalhar a 20MHz. Estes processadores são hoje usados apenas como pisa-papeis, mas muita gente tambem os usa.
1985: Microprocessador 386(TM)
O microprocessador Intel 386TM era constituido por 275,000 transistors - mais de 100 vezes quantas o 4004 original. Foi com este chip que tudo verdadeiramente começou. Com este chip os PC´s passaram a ser ferramentas de trabalho bastante uteis. O 386 foi o primeiro processador de 32 bits para PC´s. Podia, por conseguinte, consumir o dobro de informação em cada ciclo de relogio e conseguia brincar com placas de tambem 32 bits. Podia comunicar com qualquer coisa como 4 GB de memoria real e 64TB de memoria virtual. Este menino mal comportado podia trabalhar em conjunto com um co-processador matematico - o 80387. Tinha tambem 16 bytes de cache, e usava-os todinhos. A versão reduzida deste chip foi o 386SX. Este foi um chip magro, mais barato de fazer. Comunicava com as placas por um caminho de 16 bits. A velociade dos 386 variou entre os 12.5MHz e os 33MHz - eu tive um a 25MHz com 2MB de RAM e HD de 52MB, e ainda o guardo. Os chips 386 foram desenhados para serem user friendly. Todos os chips desta familia eram compativeis pino-por-pino e tambem eram compativeis a nivel dos binarios com as anteriores familias dos 186, significando isto que os utilizadores não precisavam de comprar novo software para os usar. Ainda, os 386 tinham a capacidade de poupar energia pois trabalhavam a baixa voltagem e usavam o System Management Mode(SMM) que podia desligar alguns dos componentes para poupar energia. Globalmente, este chip foi um grande avanço no, e para o desenvolvimento dos chips. Foi ele que definiu o padrão para os chips que se seguiram, pois tinha um desenho simples com o qual os investigadores conseguiam facimente trabalhar.
Para mais um pouco de informação sobre o 386:
Embedded 386 Microprocessors
386SX Microprocessor Datasheet
1989: Microprocessador 486(TM) DX
Esta foi a geração seguinte na historia do processador. Passou-se de uma computação de linha de comandos para uma de apontar-e-picar. O processador 486TM foi o primeiro a oferecer um coprocessador matemático built-in, o que acelarava bastante a computação de complexas funções matemáticas no processador central. E ainda era muito mais rapido. Este chip foi puxado até aos 120 MHz. Ainda hoje é usado em grande escala. O primeiro membro desta familia do 486 foi o 486SX. Era muito eficiente em gastos de energia e tinha uma grande performance para a altura. O seu desenho eficiente leveu a inovações ao nivel da cobertura. O 486SX vinha num envolucro "176 lead Thin Quad Flat Pack(TQFP)" e tinha a espessura de um quarto. O membro seguinte da familia 486 foi o DX2s e o DX4s. As suas velocidades foram obtidas devido à tecnologia de multiplicação-de-velocidade que habilitava o chip a trabalhar a um ciclo de relógia superior ao do bus. Também introduziram o conceito de RISC - Reduced Instrution Set Chip - qua apenas faziam umas coisinhas, mas faziam-nas muito rapidamente. Isto tornou o chip muito mais eficiente e separou-o completamente dos anteriores x86. O DX2 oferecia 8K de write-through cache e o DX4 16K. Esta cache ajuda o chip a manter o seu "um ciclo por instrução" devido ao uso do RISC. Embora estivesse dividido entre SX e DX ambos eram processadores de 32 bits, mas o SX não tinha coprocessador. Mesmo assim o SX conseguia ser cerca de duas vezes mais rápido que o 386.
Para mais informação sobre o 486:
Intel486 Processor Reference Information
Para mais informação sobre o design técnico sobre o chip, veja Embedded Intel Architecture
High Performance 486 Processors
486SX Datasheet
486DX2 Datasheet
486DX4 Datasheet
1993: Processador Pentium®
A Intel levou o PC ao nível dos 64 bits com este processaor. É composto por 3.3 milhões de transistors e trabalha a 100 milhóes de instruções por segundo (MIPS). O Pentium® permitiu aos computadores mais facilmente operar sobre data tal como a fala, o som, a escrita e a fotografia. O próprio nome Pentium® tornou-se uma palavra quase que doméstica pouco depois da sua introdução. A familia Pentium® é constituida pelos processadores com velocidade de relógio de 75/90/100/120/133/150/166/200 MHz e são compativeis com todos os sistemas operativos desde o MS-DOS e Win 3.1, ao Unix e OS/2.O seu design superescalar consegue executar duas instruções por ciclo de relógio. A memória cache separada e a unidade de virgula flutuante canalizada (pipelined floating point unit) aumenta a sua performance muito para além dos outros chips x86. Tem habilidades de gestão de energia SL e tem a capacidade de trabalhar como uma equipa com outro Pentium®. O chip comunica como as suas placas por um bus de 64 bits. Tem 273 pinos que que o conectam com a placa-mãe. Internamente, não ostante, são realmente dois chips fde 32-bits ligados que dividem o trabalho. Este chip vem com 16K de cache built-in. O Pentium® porque é bastante rápido também aquece demais. Portanto, o uso de uma ventoinha é necessário. Mais recentemente a Inetl lançou uma versão mais eficiente deste chip que trabalha a 3,3 volts, em vez dos habituais 5 volts, o que reduziu a temperatura e o gasto de energia.Mais uns extras: o processador tem um arranque rápido que carrega pedaços de data de 265-bits para a cache num único ciclo de relógio. Consegue transferir dados para a memória até à velocidade de 528MB/Sec. Ainda, a Intel suportou a tarefa de colocar directamente no chip vários comandos usados muito frequentemente. Isto passa ao lado da tipica livraria de comandos do microcódigo. Também executa um auto-teste - built-in - a quando do reset.Para mais informações sobre o processador :
Pentium Processor Manuals
Pentium Processor Performance Brief
Application Notes
Pentium Processor Performance Indicators
In the News
1995: Processador Pentium® ProLançado no outono de 1995, o Pentium® Pro foi desenhado para servidores e correr aplicações de 32-bit, permitindo CAD (computer-aided design), engenharia mecanica e computação cientifica mais rápida. Cada Pentium® Pro era construido conjuntamente com um chip de acelaração da memória cache. O poedroso Pentium® Pro tinha 5.5 milhões de transistors.Para mais informação:
Pentium Pro Processor On-Line Introduction
1997: Pentium® II ProcessorOs 7.5 milhões de transistor do Pentium II já incorporam a tecnologia MMX (MultiMedia eXtensoins), a qual foi desenvolvida especialmente para processar video, audio , dados gráficos de um modo eficiente. É empacotado com um chip de memória cache super-rápido num inovador cartucho Single Edge Contact (SEC) que conecta com a placa-mãe por uma única extremidae, por oposição aos multiplos pinos. Com este chip, os utilizadores do Pc podem facilmente capturar, editar e trocar fotografia digital com amigos e familia; editar e adicionar texto, som a pequenos videos domesticos e depois através de uma simples limha de telefone envia-los pela Internet.
Matéria retirada do site:
http://www.ncc.up.pt/~zp/aulas/9899/me/trabalhos/alunos/Processadores/historia/evolucao.htm
Evolução do Chip (8080)
A história do revolucionário pedacinho de silício confunde-se com a de seu criador, a Intel fundada em 1968 para atuar na área de semicondutores; a Intel foi procurada pela japonesa Busicon, que queria fabricar uma calculadora de quatro operações. Para produzir tal máquina, hoje encontrada sobre a prancha dos camelôs de cada esquina a preço de banana, os técnicos da Intel se debruçaram sobre o projeto de um microprocessador. Em 15 de novembro de 1971 nascia o 4004 tinha 2.300 transistores para processar 0,06 milhões de instruções ( ou 60.000) por segundo e era menor que um selo de carta. O monstruoso Eniac, criado em 1946 para fins bélicos e o primeiro computador de que se tem notícia, ocupava, sozinho, 1000 metros quadrados e fazia o mesmo. A Busicon faliu pouco depois. Só que a Intel achando que o microprocessador tinha futuro, comprou da dona legal a patente do 4004 por 60.000 dólares. Esse investimento de 60.000 dólares acabou conduzindo a um faturamento, em 1995, de 16 bilhões de dólares. A partir do 4004 foram desenvolvidos novos chips pela Intel, cada vez mais poderosos. No ano seguinte saia o 8008, o primeiro processado de 8 bits, com capacidade de memória de 16 Kbytes, ou 16.000 bytes, contra 640 bytes do 4004. O 8008 foi muito utilizado nos chamados terminais burros, aqueles ligados aos computadores de grande porte, apenas para a entrada de dados. Em 1974 surgiu o 8080 com desempenho seis vezes maior do que o do anterior. A era dos processadores de 16 bits começou em 1978. Com o 8086, e uma variação deste, o 8088, lançado em 1979. Está na história da informática que o 8088 equipou o primeiro computador pessoal da IBM. Seu sucessor, o 20286, lançado em 1982, já era capaz de percorrer toda a Enciclopédia Britânica em 45 segundos. Em 1985 apareceu o 386 DX, capaz de percorrer a Enciclopédia Britânica em 12,5 segundos. O 386 SX, mais barato que o anterior, chegou em 1988, ajudando a popularizar o microcomputador. Surgiram em seqüência o 486 DX, que já endereçava interna e externamente a 32 bits, em abril de 1989; o 486 DX2, em março de 1992, e primeiro Pentium, já com arquitetura externa de 64 bits, um ano depois. Em 1995 o Pentium atingiu a velocidade de processamento de 133 MHz, e com o Pentium Pro, 150 MHz. Só para comparar com o pioneiro 4004, o Pentium Pro contém 5,5 milhões de transistores. Em 1997 surge o Pentium II muito mais rápido que o seu antecessor e já com 7,5 milhões de transistores, dois anos mais tarde surge o Pentium III . Abaixo um resumo dos processadores e suas principais características:
· 1971 – A Intel lança o primeiro chip da história o 4004, que reunia 60 mil transistores e realizava 60 mil cálculos por segundo. O poder de processamento é muitas vezes superior ao do Eniac, o primeiro computador. · 1972 – A segunda geração de chips, a 8008, é apresentada ao mercado. Tem 3,5 mil transistores e pista de dados de 8 bits. · 1974 – O 8080, com 6 mil transistores, foi o cérebro do primeiro computador pessoal, o Altair. Foi o primeiro chip que acelerou os computadores. · 1978 - O 8086 foi o primeiro chip de 16 bits. Era tão poderoso para a época que a IBM preferiu encomendar uma versão com menor poder de processamento para equipar seu PC-XT. Podia usar 1 megabyte de memória. · 1982 – O chip 80286, com 134 mil transistores, pista de dados de 16 bits e bus de 24 bits, tornou possível usar até 16 Mb de RAM. Foi o primeiro multitarefa sendo também base de vários clones, cópias do PC produzidos na época. · 1985 – O 80386, primeiro chip de 32 bits para microcomputadores chega ao mercado. Tem capacidade para até 4 Gb de RAM. Sua pista de dados externa Três anos depois surge o 386 SX. Este tinha barramento de 16 bits e era mais barato que o anterior, e que motivou a popularização do microcomputador. · 1989 – O final da década de 80 foi marcada com a chegada do 80486. Este chip reuniu 1,2 milhões de transistores e deu um passo à frente, integrando o co-processador matemático, que até então era vendido separado, e ganhou uma memória interna (cache). Já era um chip de 32 bits por inteiro. No ano seguinte a Intel apresenta o 386 SL, mais integrado, voltado para notebooks. Em 1992 é a vez do 486 DX2, que marca a duplicação do clock interno, que chega a 66 MHz. · 1993 – O Pentium é um maiores sucessos da Intel. Com 3,1 milhões de transistores, é um chip de 32 bits e bus de 64 bits. A versão 60 MHz oferecia cinco vezes maior do que o processador Intel 486 DX de 33 MHz. · 1995 – O chip Pentium Pro tem 5,5 milhões de transistores. É capaz de processar imagens 3D, videoconferências e outras tarefas até então confiadas a supercomputadores. Possuía arquitetura externa de 64 bits e capacidade de processar 3,1 milhões de instruções por segundo. · 1997 – O Pentium II, com 7,5 milhões de transistores e tecnologia MMX, aumenta o desempenho de aplicações multimídia, No formato de um cartucho de videogame, é conectado à placa-mãe através de um único conector, no lugar de pinos. · 1999 – Pentium III, equipado com o Processador Serial Number (número de série que identifica o usuário). O PSN não é aceito pela comunidade Internet.
*Ótima matéria retirada de site da área!